sexta-feira, 13 de maio de 2011

Circo Maldito



Às vezes me pergunto inocentemente se não sou sua marionete
Uma marionete
que dança indefesa perante os seus comandos
Ou se sou uma simples palhaça
que ri abertamente com os labios
e chora inutilmente com os pedacinhos de coração que conseguiu juntar
uma palhaça
que se perde admirada com seus truques
que se afoga no seu ilusionismo
e que movida pela sua hipnoze pula do seu próprio abismo
Uma viciada
que traga e guarda o seu doce cheiro
 como se fosse uma droga que me amarra
e me faz entrar em um êxtase perfeito
Uma acrobata
que tenta subir cada vez mais nas cordas do seu amor
e que lentamente se enforca nele
enquanto vejo de cima você domar os meus pensamentos
e chicotear os meus sentimentos
Uma equlibrista
Preciso tentar ser uma
E equilibrar o amor e a razão
antes que seja tarde demais para o meu coração
Mas sou uma engolidora de espadas
que lambe os lábios com suas palavras cortantes
que engole,seco e amargo os seus insultos
já não sou a mesma de antes
Uma por uma
Até minha garganta sangrar
me mostrando que o amor não é tão doce
ele é metálico,vermelho,hipnotizante
 tem sabor de sangue
e que misturado com lágrimas
se transforma em mágoas
mais uma vez você joga sua mágica em mim
me faz ver claramente a dolorosa solução
o meu mais profundo alívio
a dança de lâminas começa
o tempo para e eu me vejo livre daquele presídio
deixo escapar um último sorriso e um suspiro
para finalmente declarar a consequencia de minha liberdade
 meu nobre suicídio...

(Jessyca Almeida - 2011)

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