Às vezes me pergunto inocentemente se não sou sua marionete
Uma marionete
que dança indefesa perante os seus comandos
Ou se sou uma simples palhaça
que ri abertamente com os labios
e chora inutilmente com os pedacinhos de coração que conseguiu juntar
uma palhaça
que se perde admirada com seus truques
que se afoga no seu ilusionismo
e que movida pela sua hipnoze pula do seu próprio abismo
Uma viciada
que traga e guarda o seu doce cheiro
como se fosse uma droga que me amarra
e me faz entrar em um êxtase perfeito
Uma acrobata
que tenta subir cada vez mais nas cordas do seu amor
e que lentamente se enforca nele
enquanto vejo de cima você domar os meus pensamentos
e chicotear os meus sentimentos
Uma equlibrista
Preciso tentar ser uma
E equilibrar o amor e a razão
antes que seja tarde demais para o meu coração
Mas sou uma engolidora de espadas
que lambe os lábios com suas palavras cortantes
que engole,seco e amargo os seus insultos
já não sou a mesma de antes
Uma por uma
Até minha garganta sangrar
me mostrando que o amor não é tão doce
ele é metálico,vermelho,hipnotizante
tem sabor de sangue
e que misturado com lágrimas
se transforma em mágoas
mais uma vez você joga sua mágica em mim
me faz ver claramente a dolorosa solução
o meu mais profundo alívio
a dança de lâminas começa
o tempo para e eu me vejo livre daquele presídio
deixo escapar um último sorriso e um suspiro
para finalmente declarar a consequencia de minha liberdade
meu nobre suicídio...
(Jessyca Almeida - 2011)
*ooooooooooooooooooooooooooo*
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